Como escolher os eletrodomésticos da cozinha

De acordo com a arquiteta Cinthia Claro, o número de pessoas, hábitos de consumo e espaço disponível dos moradores influenciam nas decisões do projeto de interiores
 

Postado segunda-feira 24/11/2025 por Redação

Como escolher os eletrodomésticos da cozinha
Como escolher os eletrodomésticos da cozinha
Casas com uma família numerosa requerem eletrodomésticos maiores. A arquiteta Cinthia Claro explica que a marcenaria deve ser planejada para encontrar espaço para incorporá-los | Foto: Erika Waldmann

 

Em um primeiro momento, esta relação pode parecer desconexa, mas a escolha dos eletrodomésticos da cozinha deve sim ser feita no momento do projeto. Definir quais são essenciais, bem como aqueles que atendem às reais necessidades e dimensões do ambiente farão com que a marcenaria planejada os incorpore devidamente – principalmente quando estamos falando de uma área compacta.

 

De acordo com arquiteta Cinthia Claro, à frente do seu escritório homônimo, os eletrodomésticos devem ser adquiridos (ou pelo menos definidos) antes de executar a marcenaria. "Para uma melhor otimização do espaço, definir com o cliente quais estarão presentes na cozinha e suas respectivas medidas, garantirá o máximo aproveitamento da área disponível", explica.

 

Planejamento da marcenaria

Projetar uma torre quente – composta pelos nichos que agregam micro-ondas e elétrico –, promove uma cozinha mais ergonômica para que o morador. Com essa distribuição, o morador não precisa se abaixar para pegar uma refratário quente ou se esticar para alcançar o micro-ondas | Projeto: Cinthia Claro Arquitetura | Foto: Erika Waldmann

 

Em um projeto de interiores, o planejamento da marcenaria é uma etapa essencial. Por essa razão, ciente dos eletrodomésticos que terão na cozinha, incluindo os menores, a arquiteta consegue projetar um layout funcional e eficiente para o dia a dia do morador.

 

No entanto, segundo a profissional, a rotina e a quantidade de pessoas são outros dois fatores que influenciam. "Se o projeto é destinado para uma pessoa que mora sozinha e costuma pedir delivery ou comer fora, talvez uma geladeira grande não faça tanto sentido", exemplifica.

 

Fogão x Cooktop

Cooktop com quatro bocas? De acordo com a arquiteta Cinthia Claro, apesar desta versão ser a mais convencional, para uma pessoa que mora sozinha e prepara as refeições em raras oportunidades, a versão de duas bocas atende a contento, liberando uma área de bancada a ser utilizada para outras atividades | Foto: Erika Waldmann

 

Cada um apresenta as suas vantagens e desvantagens. De acordo com Cinthia, apesar da maioria dos projetos atuais contarem com o cooktop, ainda há moradores mais resistentes a modernidade e preferindo o fogão tradicional. Sua função 2 em 1 já inclui o forno, facilitando para quem deseja ter apenas um eletrodoméstico.

 

O cooktop, em contrapartida, otimiza o espaço, integrando-se à bancada e liberando espaço inferior para gavetas, armários ou nichos. "Grande parte dos projetos de hoje utilizam o cooktop, seja pela praticidade que oferece, seja pelo visual leve que apresenta", observa.



Na visão da arquiteta Cinthia Claro, o cooktop de indução se destaca pela facilidade de limpeza, aquecimento rápido e não inflige queimaduras ao contato direto. Porém, requer uso de panelas específicas, tornando-o menos acessível | Foto: gerada por IA / Chat GPT

 

A escolha do modelo também é um fator preponderante. Elétricos, a gás e de indução possuem seus prós e contras. Segundo Cinthia, enquanto o elétrico e o de indução possuem um custo maior, ambos oferecem um controle de temperatura superior que os modelos a gás.

 

Forno

A arquiteta Cinthia Claro ressalta que o tamanho da família e a rotina influenciam na definição da capacidade do forno | Foto: Erika Waldmann

 

Para os moradores que optam pelo cooktop, a necessidade de um forno – seja elétrico ou a gás – se faz fundamental, principalmente quando a família gosta de cozinhar. Cinthia pontua que o forno a gás costuma ser mais econômico no uso contínuo: "Se as pessoas utilizam com frequência, acaba sendo mais recomendado". Seu aquecimento é rápido e funciona mesmo sem energia elétrica.

 

Já o forno elétrico é mais usado quando o morador deseja um aquecimento mais uniforme e com controle de temperatura preciso. Todavia, consome mais energia e apresenta um aquecimento mais lento.

 

Em relação à capacidade, a profissional recomenda:

• Até 20 litros: indicado para uma a duas pessoas

• De 20 a 30 litros: indicado para duas e quatro pessoas

• De 30 a 50 litros: indicado para quatro a seis pessoas

• Acima de 50 litros: indicado para seis ou mais pessoas

 

Contudo, ela faz uma ressalva: "Isso não é uma regra, uma vez que, se o morador gosta muito de cozinhar, um forno com no mínimo 50 litros é o ideal para ele assar uma pizza ou uma ave".

 

Geladeira

As geladeiras Side by Side são contraindicadas em apartamentos compactos. Segundo a arquiteta Cinthia Claro, é preciso que a cozinha priorize o espaço de circulação | Foto: Erika Waldmann

 

A geladeira não pode deixar de integrar o ambiente da cozinha e Cinthia enfatiza que o projeto da movelaria já considera um nicho para alocar o eletrodoméstico. "Caso o cliente vá adquirir uma nova, peço para definir o modelo previamente. Assim, podemos desenhar a marcenaria com a medida exata", comenta.

 

Os diferentes modelos são divididos em três tipos: Duplex, Inverse e Side by Side. Enquanto o Duplex consiste na opção mais acessível e tradicional das casas brasileiras, a geladeira Inverse traz o freezer embaixo, uma vantagem ergonomicamente melhor. Já a Side by Side tem o refrigerador de um lado e a geladeira do outro, apresentando uma grande capacidade de armazenamento e visual moderno, ótimo para casas com muitas pessoas e uma cozinha espaçosa.

 

A arquiteta destaca que a capacidade do eletrodoméstico está relacionada ao número de moradores:

• Até 300 litros: para uma a duas pessoas

• De 300 a 450 litros: três a quatro pessoas

• Acima de 450 litros: cinco ou mais pessoas

 

Micro-ondas

Imprescindível na rotina ágil dos moradores, o micro-ondas deve ser instalado a uma altura entre 1,20 m e 1,40 m, na visão da arquiteta Cinthia Claro | Foto: Erika Waldmann

 

No caso do micro-ondas, Cinthia afirma que vai depender da finalidade que será usado. Se a cozinha é pequena ou se o eletrodoméstico se resumirá apenas ao seu uso básico de esquentar a comida, modelos de 20 a 25 litros e com uma potência de até 800 W atendem às demandas perfeitamente.

 

Porém, para preparar receitas ou descongelar alimentos, é importante investir em um micro-ondas de 25 a 35 litros, entre 800 W e 1.000 W, que aquece com eficiência. Para uso frequente ou preparo de pratos maiores, a arquiteta indica modelos acima de 35 litros com mais de 1.000 W.

 

Lava-louças

A arquiteta Cinthia Claro sugere que a lava-louças esteja sempre próxima da pia para facilitar a rotina diária | Foto: Erika Waldmann

 

"Será mesmo necessário? Existe demanda?", questiona Cinthia. Especialmente em cozinhas compactas, seu uso pode ser dispensável, na visão da arquiteta. "Muitas vezes, vale mais a pena investir em mais armários e gavetas, em vez de uma lava-louças, quando o morador vive sozinho ou acessa pouco a cozinha", acrescenta.

 

Entretanto, se o cliente faz muita questão, a profissional sugere algumas soluções. Entre elas, a integração da cozinha com a área de serviço, mantendo a lava-louças entre esses dois ambientes, abrindo mais espaço para a marcenaria.

 

Além disso, quanto à capacidade de itens que a lava-louças consegue acomodar, Cinthia recomenda que dependerá da quantidade de moradores, estilo de vida e hobbies:

• De 8 a 10 serviços: para até 3 moradores

• De 10 a 12 serviços: para 4 moradores que cozinham com frequência

• 14 serviços ou mais: acima de 5 moradores ou quem recebe muitas visitas

 

E os menores?

Segundo a arquiteta Cinthia Claro, eletrodomésticos menores podem ficar distribuídos em um local separado, como uma prateleira | Foto: gerada por IA / Chat GPT

 

Liquidificador, sanduicheira, air fryer, batedeira, processador de alimentos também fazem parte da nossa rotina contemporânea. Como solução para guardar todos esses eletrodomésticos menores, prateleiras podem solucionar a ausência de área de armazenamento. "Eles não são usados com a mesma frequência que uma geladeira ou um fogão. Por isso, podemos nos aproveitar de uma parede vazia para elaborar uma marcenaria de apoio para receber esses itens", finaliza.

 

Sobre a arquiteta Cinthia Claro

Formada em design de interiores pela Escola Panamericana de Artes e, posteriormente em Arquitetura e Urbanismo, Cinthia Claro comanda seu escritório homônimo com atuação voltada para a execução de projetos de arquitetura residencial, design de interiores e comercial.

 

Como características do trabalho realizado por ela e sua equipe, prevalecem o respeito ao perfil do cliente, de forma a suprir todas as suas necessidades e particularidades. Os projetos são realizados de forma personalizada, priorizando relações entre estética e soluções técnicas, criatividade e excelente custo x benefício.

 

@cinthia.claro

https://cinthiaclaro.com.br/

contato@cinthiaclaro.com.br

(11) 93040 7931

 

By dc33 Comunicação
Foto: Erika Waldmann

Somos o Grupo Multimídia, editora e agência de publicidade especializada em conteúdos da cadeia produtiva da madeira e móveis, desde 1998. Informações, artigos e conteúdos de empresas e entidades não exprimem nossa opinião. Envie informações, fotos, vídeos, novidades, lançamentos, denúncias e reclamações para nossa equipe através do e-mail redacao@grupomultimidia.com.br. Se preferir, entre em contato pelo whats app (11) 9 9511.5824 ou (41) 3235.5015.

​Conheça nossos ​portais, revistas e eventos​!